Numa passagem bíblica bastante conhecida um rei chamado Salomão vê-se diante de duas mulheres reivindicando a maternidade de uma criança de colo. Sábio, Salomão propõe diante do impasse que a criança seja cortada ao meio e que cada uma das metades seja dada a cada uma das supostas mães. Surge então, imediatamente, a mãe verdadeira, que abre mão da guarda do filho para mantê-lo vivo.
Esta passagem nos ajuda a compreender melhor o que se passou no último final de semana no Rio de Janeiro, quando deveria acontecer a III Conferência Eleitoral do PSOL para a escolha do candidato à presidência da República e também as diretrizes de programa de governo.
Dois eventos aconteceram. Num deles, que reuniu a minoria dos delegados eleitos e mais a maioria dos membros do diretório nacional, reuniram-se aqueles que estavam determinados a rachar o PSOL em dois pedaços. No outro evento, que reuniu a maioria dos delegados e mais a minoria dos membros do diretório nacional, juntos com a presidente nacional do PSOL, Heloisa Helena, estavam aqueles e aquelas que prezariam até às ultimas consequências à preservação da unidade fundamental do partido perante os eleitores e a sociedade de conjunto.
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